segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Agora vai! Erm... Vai?

E então prometi que voltaria a escrever e, para variar, não cumpri.

Entendam, eu realmente tinha a intenção e um motivo do tamanho do mundo para me empolgar, mas 2016 aconteceu e foi mals, num deu.


Eu tentando passar por 2016


O motivo do tamanho do mundo os meus 17 leitores e meio [ou pelo menos a maioria deles] já sabem: foi em janeiro desse ano, cerca de uma semana antes de criar esse blog aqui, que descobri que nossa família aumentaria. Pensei em altos textos sobre como descobri, como contei pro marido, como foi o cagaço dos exames, expectativa sobre ser menino ou menina, enxoval...

Nesse meio tempo 2016 foi acontecendo. Mais uma mudança [acabei de perceber que as fotos do post anterior são de dois apartamentos atrás!], Carminha Sandiego virou estrela [para quem não lembra, uma de minhas gatinhas que faria 11 anos mês que vem], vários perrengues maiores ou menores apareceram e passaram e hoje tive a confirmação de que estou quase livre do perrengue que mais me tirou o sono esse ano: um câncer de tireóide.

Palavra feia, né? Pois é. Só hoje tive coragem de escrevê-la, depois de ver lá preto no branco no relatório da biópsia.

E por que é que uma pessoa que nem eu, que nem publica foto em facebook, resolveu escrever sobre uma coisa tão pessoal? Porque nesses meses em que passei horas e horas pesquisando sobre o assunto, vez ou outra caía em relatos que me ajudaram a ver que sim, de todos os tipos de câncer, o de tireóide é o de melhor prognóstico, e que radioiodoterapia assusta, mas não é um bicho de sete cabeças [ou eu espero que não seja, ainda não fiz].

Mas e aí, vai virar um blog monotemático? Talvez virasse se eu tivesse começado a escrever ainda durante a passagem do furacão, mas agora, com a pereba fatiada, congelada e biopsiada a quilômetros de distância de mim, acredito que não. E vamos combinar, tenho um assunto muito melhor sobre o qual escrever, não? ;)


sábado, 9 de janeiro de 2016

Reciclando texto velho: Rainbow cake

[Originalmente publicado aqui.]

Porque é óbvio que nesse início eu iria reciclar texto velho, né? ;)

Todo mundo sabe que eu gosto de uma presepada colorida, e como eu estava abandonada em casa ontem* [devia ser proibido fazer aniversário em segundas feiras], resolvi testar a receita/passo a passo de um "bolo arco íris" que vi um tempo atrás em alguma página que não lembro mais qual foi. Vou tentar colocar aqui com o máximo de detalhes, se precisarem de mais alguma informação é só deixar um comentário ou me escrever!

Para o bolo:
Quando eu tinha uns 10 anos descobri uma receita boazona de bolo de baunilha no meio de uma historinha da Magali. Ontem passei meia hora tentando lembrar da bendita da receita e cadê? Necas! Apelei e comprei bolo de saquinho mesmo. Pelo menos ficaria menos frustrada se a bagaça não desse certo. Prometo que vou procurar a receita em minhas anotações e depois publico aqui! Isto posto, prossigamos.

2 pacotes/caixinhas de bolo com massa branca [usei de baunilha da marca Renata, que era a única que tinha no mercado], que você vai aprontar do jeito que está no pacote [no meu caso, joguei tudo na batedeira com 1 copo e meio de leite, 4 colheres de manteiga e 6 ovos].
Com a massa pronta, dividi em 7 copos descartáveis de 300 ml. Foi a continha!
[perdão pela qualidade ruim das fotos, tirei com o celular recuperei do Instagram, já que o Blogspot fez o favor de zonear todo o blog antigo...]

Comprei na SAARA três fôrmas/tabuleiros redondos de 20cm de diâmetro e 7 vidrinhos de corante .



Untei as fôrmas com manteiga e enfarinhei, e depois fui misturando o corante em cada um dos copinhos. O troço deve ter ficado até radioativo de tanto corante, mas quem se importa?



A massa ficou com mais ou menos um dedo de altura.
Preaqueci o forno por uns 10 minutos [médio / 180º] e coloquei os três tabuleiros de uma vez. Deve ter levado uns 15 ou 20 minutos pra assar. Tirei do forno, esperei um pouco, cobri um prato raso com plástico filme, virei o bolo no prato e coloquei na geladeira. Essa informação do plástico filme é importante, acredite! Ah, e como na hora do aperto eu não consegui encontrar sete pratos rasos, fui empilhando os bolos de dois em dois [não esquecer do plástico filme! É claro que não usei desde o início e fiz c@g@d@, né?].

Com todos os bolos prontos, parti para o recheio/cobertura. Essas medidas são para o bolo ficar como o da foto ali de baixo, se você quiser confeitar bonitinho é bom fazer mais pelo menos 1/3 da receita.

4 potinhos [200g cada] de cream cheese
2 tabletes de manteiga sem sal cortada em quadrados pra facilitar [sem estar molenga, mas também sem estar dura feito tijolo]
aproximadamente 500g de açúcar de confeiteiro

Joguei tudo na batedeira e liguei. Em um primeiro momento voou açúcar até no vizinho do 5º andar, mas depois a coisa ficou sob controle e bati até ficar um creme branquinho. Mantenha esse "glacê" na geladeira porque amolece que é uma maravilha...

Para montar [com instruções tão tatibitati que chega a dar raiva]:

Forrei os tabuleiros com plástico filme, deixando sobrar plástico para fora das formas. Coloquei o bolo violeta, cobri com o creme e coloquei o bolo azul por cima. Em outro tabuleiro, coloquei o bolo verde, cobri com o creme e coloquei o bolo amarelo por cima. No último tabuleiro coloquei o bolo laranja, cobri com o creme, coloquei o bolo vermelho, cobri com o creme e coloquei o bolo cor de rosa.

Procurei uma bandeja redonda decente e não encontrei. Usei uma de plástico mesmo com estampas natalinas... ¬¬

Coloquei o bloco rosa-vermelho-laranja, cobri com o creme.
Coloquei o bloco verde-amarelo, cobri com o creme.
Coloquei o bloco azul-violeta, cobri com o creme.

Passei uma camada leve de creme no bolo todo para depois confeitar porque tava me sentindo o Duff Goldman e... Como diria uma das minhas primas, deu ruim! Não sei se foi culpa do bico de confeitar de práxico que comprei [o único que achei aqui perto de casa], se foi culpa do glacê que estava muito mole, se foi culpa minha por não colocar na geladeira e esperar o negócio endurecer. Sei é que estava ficando feio pra chuchu! De qualquer forma eu não tinha feito glacê suficiente pra confeitar o bolo todo, então outro dia compro um bico de confeitar decente e tento copiar o bolo da Cris!

O resultado final foi esse:



Modéstia às favas, ficou bem gostoso! O único problema é que acho que finalmente consegui dar PT no meu fígado... oO

* Tinha publicado isso em 29/01/2013, um dia depois do meu aniversário de... cês querem mesmo saber quantos anos? ¬¬ 

O primeiro

Já tive uma penca de blogs. Dos que lembro, tive:

Um com primas pra falar bobagem [acessado com cd da AOL, mas só depois da meia noite ou a gente teria que jogar bolinhas pro alto no sinal para pagar a conta de telefone].
Um pra reclamar das provas [cujo link até encontrei, vi que tinha 10 anos desde a última publicação, mas não disponibilizo aqui nem sob tortura]. 
Um pra trocar ideia com amigos de longe [e nem lembro mais do nome].
Um pra falar sobre meu casamento [que por uns dois anos foi o meu xodó].

Pensei de verdade em continuar escrevendo neste último. Cheguei a rabiscar umas duas ou três coisas por lá depois que o casamento passou, mas não vingou. Primeiro por motivos de "tema datado" e depois por motivos de "Google sumiu com todas as fotos, danou o template e fiquei com uma preguiça monstruosa de consertar".

Aí fiz esse aqui. Mesma novela de sempre: vamos ver quanto tempo dura, até onde vai, blá blá blá Whiskas sachê.
E aí você deve estar se perguntando o porquê do nome.

É porque eu tenho um caderninho vermelho.

Nele eu já fiz listas de músicas e CDs, de livros, de compras, de médicos, de lugares que quero visitar, de pendências da casa e de vezes em que briguei e fiz as pazes com o marido. Orçamento de casamento, anotações de viagens, número de vezes em que a NET me deixou na mão, novena para a hora do desespero, roteiro de como chegar na casa do primo em outro estado sem me perder, e movimentos de Kyudo. E aí as páginas começaram a chegar no fim.

Essa é a ideia - escrever sobre qualquer coisa -,  e por isso pensei que seria um bom nome. Já tenho um blog novo, Marcela! Prometo não parar de escrever se você prometer também! ;)