sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Começando pelo princípio

Em uma publicação do ano passado comentei por alto sobre como 2016 foi um ano de altos e baixos. Cheguei a começar esse texto aqui rabiscando uma frase sobre a descoberta da gravidez, mas pensando bem a história começa antes.

Em 2015 fomos para Machu Picchu [segunda vez do Elmo, mas essa é uma outra história e terá que ser contada em outra ocasião] e acho que foi aí que batemos o martelo que tinha chegado a hora de tentar ter um bebê. Comecei a tentar cuidar melhor da saúde e, gorduchinha e friorenta como sempre fui, achei que deveria procurar um endocrinologista.

Critério de escolha: que aceitasse meu plano de saúde e fosse perto de casa. Dei sorte, encontrei uma profissional que, depois de alguns minutos pensando em um adjetivo para descrever, só consigo pensar em anjo. Me examinou com um cuidado e gentileza que não via em muito tempo, e disse que meu exame de sangue estava todinho dentro dos padrões.

“Mas por desencargo de consciência, faça uma ultrassonografia da tireoide. Na pior das hipóteses teremos um primeiro exame para comparação caso alguma coisa apareça no futuro.” Me deu o pedido do exame e falou para voltar em seis meses ou caso engravidasse, o que acontecesse antes.

Esqueci completamente daquele exame.

Em janeiro descobri que estava grávida e agendei um retorno [e levei um puxãozinho de orelha por não ter entendido que era para já ter feito a US de imediato, mas que hoje vejo como o universo conspirando a meu favor]. Fiz a bendita e pimba! Um nódulo.

Sabendo que sou a ansiedade com pernas e sairia do consultório abrindo o Google, me passou vários artigos científicos. Me tranquilizou de todas as formas possíveis. Disse que, caso não estivesse grávida, faríamos logo uma PAAF, mas como nódulos na tireoide são, em geral, “bem comportados”, repetiríamos o ultrassom em dois meses.

Dois meses passaram, repeti o ultrassom.


O nódulo parecia ter crescido, fiz a PAAF.


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