quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O depois

Não que tenha acontecido algo de muito absurdo a partir daí. Na verdade, depois de toda aquela cerimônia de boas vindas ao quarto de chumbo acho que pouca coisa me surpreenderia. O que acabou com meus planos de férias foi ter ficado absurdamente enjoada com a quantidade cavalar de água que tomei para tentar adiantar minha saída da clínica.



Acho que já perceberam que não costumo entrar em detalhes sobre os procedimentos, não? É que percebi, enquanto buscava enlouquecidamente por conteúdo sobre a radioiodoterapia, que as "instruções" variam bastante de clínica para clínica e de médico para médico. Como esse espaço aqui está longe de ser uma fonte confiável, prefiro deixar só umas "percepções" aqui e ali.


Apesar disso, duas informações que encontrei em praticamente todos os blogs que visitei foram: tomar vários banhos e beber muita água, já que isso faria com que a radiação diminuísse mais rapidamente. Levei tão ao pé da letra que acho que na primeira hora após liberarem a alimentação já tinha bebido umas duas garrafas, o que fez com que sentisse um enjoo maior do que qualquer um que tenha sentido durante a gravidez, e que me acompanhou por alguns dias após sair da clínica.

No mais, vida normal.

Voltei pra casa, me tranquei no quarto [ouvindo piadinhas de que seriam 15 dias a base de pizza, já que era o que passaria por baixo da porta], vi todos os episódios possíveis de todas as séries que marido tem implicância.

De tudo isso, o que mais me marcou foi essa foto aqui de baixo:




Era dessa distância que eu via o pé do molecote, para não correr o risco de fazer qualquer mal a ele.


E mesmo preferindo não me aprofundar muito em um assunto que não domino, acho válido incluir aqui os links de alguns artigos que li enquanto estava no desespero de procurar todo tipo de informação possível. Se alguém chegou aqui a partir de uma pesquisa como as que fiz, aposto um cachorro quente e meio chiclete que essa imagem que encontrei semana passada no Instagram nos representa muito bem:





O principal artigo, que é quase um "manual de instruções" de como lidar com cada caso: Nódulo tireoidiano e câncer diferenciado de tireoide: atualização do consenso brasileiro



Esses quatro artigos [infelizmente não encontrei versão em português] tratam especificamente do tratamento durante a gravidez: 





Outcome of differentiated thyroid cancer diagnosed in pregnant women

Thyroid function during pregnancy


E encontrei também publicações de dois blogs que li e reli nem lembro quantas vezes:




Hoje, um ano e dois meses depois da radioiodoterapia, posso dizer que estou ok. Apesar de ainda estar ajustando a dose do hormônio e não ter conseguido voltar ao peso de antes da gravidez, todos os exames estão legais, graças a Papai do Céu. Isso é o que importa.

A partir daqui vou tentar voltar à programação normal [que espero não ser "escrever uma vez a cada ano bissexto"].







2 comentários:

  1. Ooooi Carol =D

    Olha você aqui pra mostrar exatamente o que a Má e vc disseram, a gente não sabe o que as pessoas ao nosso redor estão passando! Quanta coisa, né? Somos testados a todo momento nessa vida e temos que aproveitar cada milésimo de segunda de vida!! \o/

    Beijos e um lindo 2018 pra vc e pra sua family!!! =)

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  2. Olha ela aqui de volte, gente!
    Me emocionei lendo seu relato, ainda que sua intenção não tenha sido essa. Como uma filha de Maria, vc foi abençoada e graças a Deus já está bem e muito agarradinha com o pequeno :-)

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